quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

A flauta



alheia à perfeição da justiça
                  a egrégora  rompida
cacos da pedra que um dia poli
o meio sorriso cintila tons de amarelo
                                    sob a rachadura da máscara

eu quis acreditar
o véu era transparente
vi entre ele
(motivo para esquecerem que um dia existi)

a mágica da flauta cessou
veio o silêncio



(Eduardo Barbossa, do livro "O compendium da queda - Impacto da realidade" - Inédito)

2 comentários:

  1. "O vaso dá forma ao vazio e a música ao silêncio."
    Georges Braque

    Ótimo blog!

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